Dor crónica – como compreender?

Dor crónica

Dói sempre…!

Nos termos da alínea c) do n.º 2 do artigo 2.º do Decreto Regulamentar n.º 66/2007, de 29 de Maio, na redação dada pelo Decreto Regulamentar n.º 21/2008, de 2 de Dezembro, o Diretor-geral da Saúde recomenda o cumprimento das orientações técnicas abaixo descritas referentes à avaliação e tratamento da dor crónica na pessoa idosa.

Ciclo da Dor — dor, medo de mexer, inatividade voluntária, ansiedade, dificuldade de concentração, problemas de sono, baixa produtividade, depressão

Estudado por vários investigadores, permite que hoje a DGS tenha Normas e Orientações clínicas para acompanhamento destes pacientes especiais, como:

  1. Monitorizar, reavaliar e registar a dor por rotina, para facilitar o tratamento e a comunicação entre os profissionais.
  2. Inquirir obrigatoriamente a presença de dor em todos os pacientes maiores de 65 anos ou não, tentando obter, em primeiro lugar, a autoavaliação do idoso, mesmo que seja uma resposta sim/não à pergunta “tem dor?”.
  3. Valorizar na primeira observação do paciente as alterações comportamentais e cognitivas e as possíveis manifestações de dor em repouso, em movimento e durante os cuidados e com atenção noutros indicadores, nomeadamente:
  4. a) A expressão facial;
  5. b) Os movimentos corporais;
  6. c) As verbalizações ou vocalizações;
  7. d) A alteração das relações interpessoais;
  8. e) As alterações do estado mental.

A avaliação dor pode ser realizada com ajuda dos seguintes instrumentos de avaliação:

  • Mapa corporal da dor

Mapa corporal da dor — silhueta de frente e de costas para localizar os focos dolorosos

  • Escala da dor crónica

Escala da dor crónica de 0 a 10, com a descrição de cada nível

O fisioterapeuta deve facilitar ao paciente:

– a localização no “mapa corporal da dor” os focos dolorosos, a classificação por ordem de intensidade, análise da relação entre as mesmas, bem como a influência nas atividades diárias e no ciclo circadiano.

– o conhecimento do seu estado de stress físico e psicológico na relação com a sua dor, classificando na “escala da dor crónica”

Esta ação pode ser realizada em consulta ou rastreio como um procedimento de promoção da saúde através da literacia do paciente na temática da “dor crónica”.

 Maria Graça – Fisioterapeuta Especialista, PhD em Fisioterapia

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