Quedas nos seniores…

Tenho medo de cair!

Esta inquietação leva consequentemente os idosos a uma situação de restrição na atividade física e, previsivelmente na locomoção. Por esta situação ser cada vez mais frequente, a saúde pública considera o medo da queda como um problema grave (Lach, 2005). Tendo por base a gravidade da situação Rigler, (1999) verificou no seu estudo que os idosos tinham mais medo de cair do que de serem roubados ou de virem a ter problemas financeiros. (Liliana Matos, FPUL, 2011)

 

O medo de cair é também descrito pelo WHO, (2008) como um sentimento de grande inquietação quando se tem a Perceção do perigo da queda, sendo esta perceção relativa ao real ou imaginário.

Com os seguintes instrumentos de avaliação:

  • Dinamómetro digital de preensão à direita e esquerda – o participante encontra-se sentado numa cadeira de forma confortável e testa-se com um dos membros a força submáxima que o participante consegue produzir no dinamómetro. O procedimento é repetido para o membro contra lateral (Reis e Arantes, 2011).
  • Step Test – é um teste que avalia o equilíbrio dinâmico. Os indivíduos são instruídos a permanecer em frente a um degrau de 7,5 cm de altura sem qualquer tipo de apoio e com passagem em apoio unipedal simulando o movimento de subida de escadas. O teste é feito com ambos os membros inferiores alternadamente. Este exercício é realizado o maior número de vezes possível durante 15 segundos (Devereux, Robertson e Briffa, 2005).
  • Teste sentar-levantar 5 vezes – é uma medida da velocidade da atividade marcha que apresenta boas propriedades psicométricas. É pedido a cada indivíduo que execute o sentar – levantar o mais depressa possível cinco repetições e mede-se o tempo gasto. Em metanálise, os valores de referência estabelecidos em dependência da faixa etária, como desempenho “pior do que a média”: 11,4 segundos (60 – 69 anos), 12,6 segundos (70 – 79 anos) e 14,8 segundos (80 – 89 anos) (Bohannon , 2006).
  • Teste global de equilíbrio da plataforma de forças – mede-se a percentagem de tempo em equilíbrio mantido na postura de pé durante 1 minuto no dispositivo que engloba uma plataforma de forças e fornece um biofeedback visual, em tempo real, para utentes (< 30% de tempo em equilíbrio risco significativo de queda no equilíbrio estático, Duncan, 1990)
  • Teste força nos MMII na plataforma de forças – mede-se a força de reação da plataforma à carga exercida pelos MMII na deslocação na posição de sentado para a frente no dispositivo durante 10 segundos (< 60% de peso transferido – Risco significativo de queda no equilíbrio dinâmico, Martins, 2010)

O fisioterapeuta tem competência para realizar os testes funcionais e habilitar o paciente a compreender as orientações para a sua realização. Com o uso da plataforma de forças “Physiosensing” o fisioterapeuta avalia a capacidade do paciente em manter a postura bípede, bem como a força das suas pernas na atividade de levante da cadeira. A correta interpretação destes fenómenos poderá promover a prevenção de quedas pela determinação do risco de queda validado pela evidência científica.

Maria da Conceição Graça – Fisioterapeuta Especialista, PhD em Fisioterapia

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