Crianças em movimento: quando vale a pena avaliar

Bolas de terapia, almofada de equilíbrio e blocos de madeira numa sala infantil

As crianças desenvolvem-se a ritmos muito diferentes, e a maioria das diferenças não é problema nenhum. A dúvida legítima dos pais não é “está atrasado?” — é saber quando vale a pena mostrar a alguém.

O critério não é a idade exacta

É a trajectória. Uma criança que vai adquirindo competências, mesmo mais tarde do que os primos, é diferente de uma criança que estagnou, ou que perdeu algo que já fazia. Perda de competências adquiridas é sempre motivo para avaliar.

Motivos frequentes de consulta

  • Preferência marcada e persistente por um lado do corpo, muito cedo;
  • assimetria de posição da cabeça no bebé;
  • marcha que se mantém muito instável, quedas frequentes acima da idade esperada;
  • dificuldade persistente com motricidade fina — abotoar, recortar, escrever;
  • queixas respiratórias de repetição;
  • dores de crescimento que limitam a actividade ou acordam a criança.

Como decorre a avaliação

Em grande parte a brincar. Observa-se a criança em actividade — como se move, como resolve, como reage — em vez de a submeter a uma bateria de testes. Os pais são parte da avaliação: são eles que descrevem o dia a dia, e é em casa que a maior parte do trabalho vai acontecer.

Avaliar não é começar tratamento

Muitas avaliações terminam com “está tudo dentro do esperado, e estas são as coisas a vigiar”. Esse é um resultado tão útil como qualquer outro, e evita meses de preocupação. Quando há trabalho a fazer, começa cedo e é mais leve do que se começasse tarde.

Esta área é a da fisioterapia pediátrica, com articulação frequente com a terapia da fala e a terapia ocupacional.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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