
A entorse do tornozelo é das lesões mais banais que existem e das que mais vezes fica mal resolvida — não por ser grave, mas por se considerar resolvida cedo demais. Quando a dor passa e o inchaço baixa, parece estar tudo bem. Nem sempre está.
Nos primeiros dias o objectivo é controlar o inchaço e proteger sem imobilizar mais do que o necessário: apoio conforme tolerado, elevação do pé quando está parado, e movimento suave do tornozelo dentro do que não dói muito. A imobilização total prolongada dá um tornozelo que não dói e não funciona.
Impossibilidade de apoiar o pé, deformidade evidente, dor muito localizada no osso, ou uma entorse depois de um traumatismo forte pedem avaliação médica antes de mais nada, para excluir fractura.
Depois da fase aguda vem a que decide o resultado: recuperar amplitude, força e — sobretudo — propriocepção, que é a capacidade do tornozelo saber onde está sem olhar. É essa que fica em falta quando alguém diz que “torce o pé com facilidade”. Trabalha-se com apoio unipodal, superfícies instáveis, mudanças de direcção, saltos e recepções, por esta ordem e sem pressa.
Um tornozelo que volta ao desporto sem estas etapas volta a torcer. É por isso que a fisioterapia desportiva insiste tanto na fase final da recuperação, a que já não dói e ainda não está pronta.
Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.
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