Pavimento pélvico: falar do assunto sem rodeios

Colchão de exercício enrolado e almofada de posicionamento numa sala tranquila

É uma das áreas em que as pessoas mais demoram a pedir ajuda, e uma daquelas em que a demora custa mais qualidade de vida do que precisava de custar. Perdas de urina ao tossir ou a correr, sensação de peso, desconforto — nada disto é uma consequência inevitável de ter tido filhos ou de ter uma certa idade.

O que é o pavimento pélvico

É o conjunto de músculos que fecha a base da bacia. Sustenta os órgãos pélvicos, participa no controlo da bexiga e do intestino, e trabalha em conjunto com o diafragma e com a parede abdominal — o que explica por que razão a respiração e a postura entram sempre na conversa.

Quando faz sentido procurar

  • Perdas de urina com esforço, com urgência, ou ambas;
  • sensação de peso ou de pressão na região pélvica;
  • dificuldades no controlo intestinal;
  • desconforto persistente na região, incluindo durante a actividade sexual;
  • antes e depois do parto, e também antes e depois de cirurgia pélvica.

Como se avalia e como se trabalha

A avaliação começa pela história — o padrão das queixas diz muito — e passa por perceber como esses músculos estão a funcionar: se contraem, se relaxam, se coordenam com a respiração e com o esforço. O trabalho pode incluir treino muscular específico, biofeedback e cones vaginais, além do que raramente falta: reeducar o gesto quotidiano em que a perda acontece.

Nem sempre é falta de força

Uma ideia difícil de desmontar: nem todas as queixas se resolvem com mais contracções. Há situações em que o problema é de excesso de tensão e de dificuldade em relaxar, e nesses casos a receita habitual piora as coisas. É por isso que a avaliação vem antes do plano, sempre.

Este trabalho faz parte da nossa fisioterapia na saúde da mulher.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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