Voltar ao ginásio depois de meses parado

Halteres pequenos alinhados numa prateleira de madeira, num ginásio claro

O erro mais comum de quem regressa ao treino não é a técnica. É a matemática: retomar o volume que se fazia antes, logo na primeira semana. O corpo recupera a memória do gesto muito antes de recuperar a tolerância do tecido.

Força e tolerância não voltam ao mesmo ritmo

Depois de uma paragem longa, a coordenação e a força voltam relativamente depressa — em poucas sessões já se levanta mais do que na primeira. O que demora mais é a capacidade dos tendões e das inserções aguentarem repetição. É por isso que a queixa típica do regresso aparece à terceira ou quarta semana, quando já parecia estar tudo a correr bem.

Uma progressão que costuma resultar

  • Semanas 1 e 2: cerca de metade do volume habitual, cargas confortáveis, foco no gesto;
  • semanas 3 e 4: subir volume ou carga, nunca os dois na mesma semana;
  • a partir daí: aumentos pequenos e regulares, com uma semana mais leve de tempos a tempos;
  • em qualquer altura: dor que dura mais de 24 horas depois do treino é sinal de que a dose foi excessiva.

Desconforto não é lesão

Sentir os músculos nos dias seguintes é esperado e não é motivo para parar. O que merece atenção é dor localizada numa articulação ou num tendão, dor que piora ao longo das sessões, ou dor que aparece cada vez mais cedo dentro do treino.

Se já houve uma lesão pelo meio

Regressar depois de uma lesão não é o mesmo que regressar depois de férias. Há normalmente um défice que ninguém mediu — de força de um lado, de amplitude, de controlo — e o treino generalista não o corrige sozinho. Nesses casos, faz sentido avaliar antes de retomar, e definir o que falta trabalhar em paralelo com o ginásio. É esse o papel da fisioterapia desportiva.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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