A cicatriz também se trata

Rolos de ligadura e compressas dobradas sobre uma bancada branca

Depois de uma cirurgia, a atenção vai toda para a articulação, para a força, para a marcha. A cicatriz fica de fora da conversa — e por vezes é ela que está a limitar o movimento.

Uma cicatriz é tecido, e tecido adapta-se

A pele e os planos por baixo dela devem deslizar uns sobre os outros. Quando a cicatrização deixa aderências, esse deslizamento perde-se e o movimento fica preso num ponto — muitas vezes longe da queixa que a pessoa descreve. Sensibilidade alterada à volta da zona é igualmente comum e igualmente tratável.

O que se pode fazer, e quando

Nada sobre a ferida antes de ela estar encerrada e com autorização de quem operou. A partir daí, o trabalho é gradual: mobilização do tecido em várias direcções, dessensibilização com diferentes texturas, hidratação da pele, e movimento activo que peça à zona exactamente o deslizamento que lhe falta.

Onde costuma fazer mais diferença

  • Cicatrizes de cirurgia abdominal e pélvica, incluindo cesariana;
  • pós-operatório ortopédico, sobretudo joelho e ombro;
  • cirurgia oncológica, em que a mobilidade da região operada condiciona a amplitude;
  • queimaduras e feridas com cicatrização demorada.

Proteger do sol, e ter paciência

Uma cicatriz recente é sensível à exposição solar durante bastante tempo, e a maturação do tecido faz-se ao longo de meses. O aspecto continua a mudar muito depois de a pele estar fechada — o que também significa que não vale a pena tirar conclusões definitivas cedo.

Este trabalho integra-se nos planos de fisioterapia ortopédica, de fisioterapia em oncologia e de fisioterapia na saúde da mulher, conforme o contexto.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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