
Uma dor que dura três meses deixou de ser sobretudo um aviso sobre um tecido lesionado e passou a ser um problema por si própria. Isso não a torna menos real — torna-a diferente, e muda o que faz sentido fazer.
Na fase aguda, a intensidade da dor acompanha razoavelmente o estado do tecido. Ao fim de meses, essa correspondência afrouxa: o sistema que sinaliza a dor torna-se mais sensível, e passa a responder a estímulos que antes não doíam. É por isso que exames “normais” convivem com dor forte — e não, isso não significa que a dor esteja na cabeça.
Dói, evita-se; evitando, perde-se capacidade; com menos capacidade, mais coisas doíem. Pelo caminho o sono piora, o humor piora, e a tolerância desce ainda mais. Cada volta do ciclo é pequena; o resultado ao fim de um ano não é.
É raro uma dor persistente responder a uma única abordagem. O que costuma funcionar é a combinação: fisioterapia para a capacidade e o movimento, acompanhamento médico quando é preciso rever diagnóstico e medicação, e apoio psicológico quando o ciclo já pesa na vida diária. Na Corpus Salut, a psicologia e a fisiatria trabalham no mesmo espaço que a fisioterapia, o que torna esta articulação mais simples.
Escrevemos antes sobre o enquadramento da dor crónica em Dor crónica — como compreender?
Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.
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