
A RPG aparece muitas vezes descrita como “corrigir a postura”, o que é curto e enganador. O que a distingue não é o objectivo — é a forma como trabalha: posturas mantidas, activas e globais, em vez de exercícios isolados músculo a músculo.
O ponto de partida é que os músculos não trabalham sozinhos. Organizam-se em cadeias que atravessam várias articulações, e uma restrição num ponto obriga a uma compensação noutro — às vezes longe. É por isso que uma queixa cervical pode ter parte da explicação na bacia, e por isso que o trabalho é global e não local.
Assume-se uma postura que coloca uma cadeia em tensão e mantém-se, com correcção contínua do terapeuta e com a respiração a acompanhar. Não é alongamento passivo: o utente participa activamente, e a maior parte do trabalho está em impedir as compensações que o corpo tenta fazer para escapar à tensão.
Não é uma técnica que substitua o reforço muscular, nem uma solução única para todos os casos, nem um método que dispense avaliação prévia. É uma abordagem entre várias, escolhida quando o padrão da queixa a justifica. Se lhe disserem que é a resposta para tudo, desconfie — nós desconfiamos.
A RPG faz parte das abordagens usadas na nossa fisioterapia ortopédica, a par do Pilates clínico e do exercício terapêutico.
Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.
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