Trabalhar sentado: a postura, as pausas e o que muda mesmo

Secretária de trabalho com monitor, teclado e cadeira, junto a uma janela

A pergunta chega quase sempre pela mesma ordem: qual é a cadeira certa, qual é a altura do ecrã, qual é a postura correcta. A resposta mais honesta é que a melhor postura é a próxima — nenhuma posição aguenta oito horas, por muito bem montada que esteja.

O que a montagem do posto resolve

Resolve o exagero. Um ecrã demasiado baixo obriga o pescoço a estar em flexão o dia inteiro; um apoio de braços demasiado alto mantém os ombros levantados; uma cadeira em que os pés não chegam ao chão passa a carga toda para a coxa. Vale a pena arrumar isto uma vez:

  • Pés apoiados no chão ou num apoio, joelhos aproximadamente ao nível das ancas;
  • costas apoiadas no encosto, incluindo a zona lombar;
  • topo do ecrã à altura dos olhos, a cerca de um braço de distância;
  • antebraços apoiados, ombros soltos, punhos direitos;
  • o que usa mais — rato, telefone, bloco — ao alcance sem torcer o tronco.

O que só as pausas resolvem

A carga que incomoda ao fim do dia é sobretudo carga estática: os mesmos músculos a segurar a mesma posição durante muito tempo. Isso não se corrige com a cadeira, corrige-se interrompendo. Levantar-se de hora a hora, ir buscar água a pé, atender uma chamada de pé, fazer duas ou três voltas de ombros e uma extensão de coluna. Não é ginástica — é mudar de posição antes de o corpo pedir.

Onde o portátil complica

Um portátil não consegue ter o ecrã à altura dos olhos e o teclado à altura dos cotovelos ao mesmo tempo. Se trabalha muitas horas nele, um suporte e um teclado externo resolvem um problema que nenhuma postura resolve.

E quando já dói

Quando a queixa já se instalou — cervicalgia, dor entre as omoplatas, dor no antebraço — arrumar o posto ajuda mas raramente chega, porque falta capacidade: os tecidos deixaram de tolerar a carga que lhes é pedida. Aí o trabalho é de reforço e de progressão gradual. A fisioterapia anti-stress laboral foi pensada exactamente para este contexto.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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