Voltar ao desporto sem pressa: os sinais que contam

Bola de treino e cones de marcação num pavilhão desportivo vazio

“Já não dói” é a frase mais perigosa da reabilitação desportiva. A ausência de dor é uma condição necessária para regressar — nunca foi suficiente, e é por isso que tantas lesões se repetem no mesmo sítio.

O que falta quando a dor já não está

Normalmente três coisas: força, sobretudo em comparação com o lado não lesionado; a capacidade de produzir e absorver força depressa, que é diferente de ser forte; e a confiança para executar o gesto sem pensar. As duas primeiras medem-se. A terceira pergunta-se, e a resposta é informação clínica.

Critérios em vez de datas

  • Amplitude completa e simétrica;
  • força do lado lesionado próxima do outro lado, medida e não estimada;
  • saltar, aterrar e mudar de direcção com controlo, incluindo em fadiga;
  • tolerar o volume de treino da modalidade antes de tolerar a competição;
  • sentir-se pronto — e não apenas autorizado.

A fadiga é parte do teste

Um gesto executado com qualidade no início da sessão e mal executado ao fim de quarenta minutos ainda não está pronto: a maioria das lesões acontece em fadiga. Por isso os testes finais fazem-se cansado, não descansado.

Regressar por camadas

Treino individual antes de treino com equipa; treino sem contacto antes de treino com contacto; parte do jogo antes do jogo inteiro. Cada camada é uma oportunidade de perceber se a anterior estava bem consolidada — e de recuar uma etapa sem perder tudo.

Este trabalho por etapas é o núcleo da fisioterapia desportiva. Se a lesão foi no tornozelo, escrevemos sobre o caso concreto em Entorse do tornozelo.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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