
Uma lombalgia aguda assusta muito mais do que o que costuma ser. Dobrou-se para apanhar alguma coisa, ficou preso, e durante uns dias tudo custa. Os primeiros dias decidem menos do que se pensa sobre o resultado final — mas decidem bastante sobre o desconforto pelo caminho.
A ideia de que uma coluna dorida precisa de cama saiu das recomendações há muito tempo. O que ajuda é reduzir o que provoca dor forte e manter o resto: levantar-se, andar pela casa, mudar de posição com frequência. Ficar imóvel dá alívio na hora e rigidez a seguir.
Nos primeiros dias, o critério é simples: movimento que produza desconforto tolerável e que passe pouco depois é movimento útil; movimento que deixa a dor pior durante horas foi demasiado. Andar cinco minutos várias vezes ao dia costuma ser mais fácil de tolerar do que uma caminhada longa.
Há situações que não são para gerir em casa: dor depois de uma queda ou de um acidente, febre associada, perda de força na perna, dormência na zona da sela ou alterações no controlo da bexiga ou do intestino, ou dor que não dá tréguas nenhumas de noite. Nesses casos a avaliação é médica e é para fazer sem esperar.
Fora desses casos, a fisioterapia entra cedo e com dois objectivos: baixar a dor o suficiente para o movimento voltar, e devolver capacidade — força, tolerância a estar de pé, a estar sentado, a pegar em coisas. A parte que sobra do trabalho faz-se fora do gabinete, e é a repetição que consolida. A fisioterapia ortopédica é a porta de entrada habitual para estas queixas.
Se a dor já se arrasta há meses, a conversa é outra e escrevemos sobre ela em Dor crónica — como compreender?.
Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.
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