
Contamos as horas de trabalho ao computador e não contamos as outras: o telemóvel na fila do supermercado, o tablet no sofá, o portátil na cama ao fim da noite. O pescoço conta todas.
Muito se escreveu sobre quantos quilos “pesa” a cabeça em flexão. O número é discutível; o que não é discutível é que qualquer posição mantida durante muito tempo cansa. Ler o telemóvel dois minutos não faz mal a ninguém. Ler o telemóvel quarenta minutos sem mudar de posição faz-se sentir.
Levantar o telemóvel em vez de descer a cabeça. Interromper: de vinte em vinte minutos, olhar ao longe e mover os ombros. E — o mais eficaz e o mais ignorado — mudar de posição com frequência, mesmo que a nova posição seja pior no papel do que a anterior.
O pescoço tolera melhor as horas quando tem capacidade. Trabalho de musculatura cervical profunda, de omoplatas e da coluna dorsal muda a tolerância de forma que nenhum ajuste de ecrã consegue. Não é rápido e não é espectacular, mas é o que se mantém.
Dor que desce pelo braço, formigueiro, perda de força na mão, tonturas ou dor cervical que começou depois de um traumatismo são motivo para avaliar antes de treinar seja o que for.
Quando a queixa cervical anda com o apertar dos dentes e com dor na articulação da mandíbula, a área a consultar é a disfunção temporomandibular. Se o contexto é o posto de trabalho, veja a fisioterapia anti-stress laboral.
Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.
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