O ecrã, o pescoço e as horas que não contamos

Telemóvel pousado sobre um livro numa mesa de madeira, ao fim da tarde

Contamos as horas de trabalho ao computador e não contamos as outras: o telemóvel na fila do supermercado, o tablet no sofá, o portátil na cama ao fim da noite. O pescoço conta todas.

O problema é o tempo, não o ângulo

Muito se escreveu sobre quantos quilos “pesa” a cabeça em flexão. O número é discutível; o que não é discutível é que qualquer posição mantida durante muito tempo cansa. Ler o telemóvel dois minutos não faz mal a ninguém. Ler o telemóvel quarenta minutos sem mudar de posição faz-se sentir.

O que costuma aparecer

  • Peso e tensão na base do pescoço e entre as omoplatas, a acumular ao longo do dia;
  • dores de cabeça que começam atrás e sobem;
  • desconforto que melhora ao fim-de-semana e regressa à terça-feira;
  • rigidez ao rodar a cabeça, sobretudo depois de horas paradas.

Três hábitos que fazem diferença

Levantar o telemóvel em vez de descer a cabeça. Interromper: de vinte em vinte minutos, olhar ao longe e mover os ombros. E — o mais eficaz e o mais ignorado — mudar de posição com frequência, mesmo que a nova posição seja pior no papel do que a anterior.

E o trabalho de força

O pescoço tolera melhor as horas quando tem capacidade. Trabalho de musculatura cervical profunda, de omoplatas e da coluna dorsal muda a tolerância de forma que nenhum ajuste de ecrã consegue. Não é rápido e não é espectacular, mas é o que se mantém.

Sinais que mudam a avaliação

Dor que desce pelo braço, formigueiro, perda de força na mão, tonturas ou dor cervical que começou depois de um traumatismo são motivo para avaliar antes de treinar seja o que for.

Quando a queixa cervical anda com o apertar dos dentes e com dor na articulação da mandíbula, a área a consultar é a disfunção temporomandibular. Se o contexto é o posto de trabalho, veja a fisioterapia anti-stress laboral.

Se alguma destas situações lhe é familiar, o primeiro passo é uma avaliação. Ligue 256 508 181 ou 918 508 105, ou escreva-nos.

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